Obesidade osteosarcopénica

Obesidade osteosarcopénica

A obesidade osteosarcopénica, termo recente e ainda em desenvolvimento, é classificada como um ponto de associação entre alterações nos tecidos ósseo, muscular e adiposo.

Num indivíduo jovem saudável, observa-se um equilíbrio no funcionamento dos osteoblastos (células envolvidas na formação óssea), miócitos (células musculares) e adipócitos, assim como um equilíbrio na distribuição e infiltração de gordura nesses tecidos.

Com o envelhecimento, ocorre um maior acúmulo de gordura no tecido adiposo e uma menor atividade dos osteoblastos e miócitos.

No ponto de interseção entre os três sistemas inicia-se uma inflamação de baixo grau que, uma vez presente de forma crónica, pode comprometer os três tecidos e as suas funções.

A infiltração de gordura no músculo, diminuição da oxidação (dita “queima”) de gordura e aumento do acúmulo de lípidos a nível intramuscular podem ter impacto na força, hipertrofia e potência muscular. A redução da massa muscular e da densidade mineral óssea promove um ambiente pró-inflamatório, aumento do stress oxidativo, resistência à insulina e redução do gasto energético de repouso, o que favorece, por consequência, um aumento do tecido adiposo, tornando-se um ciclo vicioso.

A ocorrência de resistência à insulina, provocada pelo envelhecimento e pelo estilo de vida (sedentarismo e hábitos alimentares inadequados), vai comprometer o processo de regeneração muscular e a síntese proteica.

Sabe-se que o excesso de consumo de alimentos com alto índice glicémico, o baixo consumo de proteína e o baixo consumo de ácidos gordos poli-insaturados podem contribuir para essa condição, segundo estudos que avaliaram o músculo, osso ou gordura de forma isolada.

O controlo energético é também importante, assim como a adequada ingestão de cálcio, magnésio, vitamina K, magnésio, silício, boro, proteína, ómega 3, vitaminas do complexo B, entre outros.

A vitamina D melhora a força muscular, a absorção de cálcio e a resistência à insulina.

Por fim, a microbiota intestinal, já que a disbiose intestinal se associa a problemas ósseos, musculares e obesidade.



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