Menorragia e metrorragia – qual o papel da Nutrição nestas disfunções menstruais?

Menorragia e metrorragia – qual  o papel da Nutrição nestas disfunções menstruais?

Um ciclo menstrual considerado normal é um ciclo com a duração de 28-35 dias entre cada menstruação, e com um fluxo presente por 3-4 dias.

No entanto, muitas mulheres apresentam disfunções menstruais, com ciclos diferentes dos descritos acima, apresentando menorragia ou metrorragia.
Vamos ver o que é cada uma delas:

  • A menorragia caracteriza-se por um ciclo mais longo e com um fluxo mais intenso. Pode estar associada a uma alteração no processo de coagulação sanguínea, fazendo com que o tempo de fluxo menstrual seja; por alterações hormonais ou no endométrio, a camada que reveste o útero;
  • A metrorragia consiste na perda de sangue fora do ciclo menstrual. As causas mais comuns relacionam-se com processos inflamatórios, alterações hormonais e na coagulação sanguínea.

Em ambos os casos, uma das consequências pode ser a anemia ferropénica, também chamada de anemia por carência de ferro.

Vejamos o que a Nutrição pode fazer nestes casos:

Em primeiro lugar, é essencial garantirmos uma adequada ingestão de alimentos fontes de ferro e vitamina K.

O ferro para prevenir e/ou reduzir um quadro de anemia que possa estar a ocorrer. Desta forma, alimentos como a carne bovina ou o peixe são opções a incluir, assim como fontes vegetais de ferro (leguminosas previamente demolhadas, vegetais de folha escura, beterraba, entre outros) acompanhadas de uma fonte de vitamina C na mesma refeição (citrinos, morangos, kiwi).

Por sua vez, a vitamina K é essencial no processo de coagulação sanguínea. Podemos encontrar vitamina K em vegetais de folha verde e também em produtos de soja fermentada, como o tempeh.

Em simultâneo, é imprescindível que dê atenção à saúde da microbiota intestinal, já que a maior parte da vitamina K é metabolizada pelas bactérias intestinais. Além disso, a absorção intestinal de ferro também depende de um ambiente intestinal equilibrado.

O consumo de alimentos fermentados como iogurte natural, kombucha, chucrute, kimchi ou pickes caseiros contribuem para uma flora intestinal saudável. Além disso, uma boa qualidade do sono, gestão de stress e uma alimentação rica em compostos anti-inflamatórios terão também a sua parte neste equilíbrio intestinal.

Vale lembrar que, apesar da Nutrição ter um papel coadjuvante importantíssimo, todas estas questões devem SEMPRE ser avaliadas e diagnosticadas pelo seu ginecologista.

Espero que este artigo tenha sido útil!



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