Stress oxidativo e infertilidade

Stress oxidativo e infertilidade

No artigo anterior falámos do stress oxidativo, como uma consequência da obesidade, associada à infertilidade masculina.

O stress oxidativo é, de forma simplista, caracterizado por um desequilíbrio entre a produção de compostos que causam stress e dano à célula, e a produção de compostos que atuam na remoção destes, diminuindo assim as agressões celulares e tentando preservar o equilíbrio.


Sabe-se que o stress oxidativo aumenta os danos causados no DNA dos espermatozóides, sendo fácil pensarmos então que a informação genética contida nesse mesmo DNA pode sofrer também danos que sejam prejudiciais ao feto.


O stress oxidativo, além dos danos ao DNA, que já abordámos, está associado a:

1) menor mobilidade dos espermatozóides, sendo mais difícil garantir que estes se movam até encontrarem o óvulo, para posterior fecundação;

2) menor capacidade dos espermatozóides em fecundar o óvulo;

3) maior risco de aborto espontâneo.


Como fatores que aumentam o stress oxidativo, e que, por isso, devem estar controlados temos:

1) tabagismo. Se quer ter um filho, não fume. Simples e direto;

2) consumo de bebidas alcoólicas: igual ao que escrevi em cima. Não beba. Não precisa de beber, certo?

3) obesidade e excesso de peso: se está acima do peso, procure um nutricionista e emagreça até atingir um peso saudável;

4) infeções: investigue a sua presença e trate-as, com ajuda de um médico;

5) radiação: evite a exposição a radiação, por exemplo, não colocando o telemóvel no bolso das suas calças, tão perto dos seus órgãos reprodutores;

6) toxinas ambientais: evite locais poluídos (por exemplo, não corra nas marginais e estradas ao lado dos carros!), não fume, diminua o uso de plásticos e de cosmética;

7) stress: faça uma boa gestão de stress. Isto não é ir a Bali uma vez por ano, é trabalhar as suas emoções diariamente, recorrendo a toda a ajuda necessária, e repensando a sua vida e as suas prioridades.

É possível ainda reduzir o stress oxidativo quando garantimos a ingestão de alguns nutrientes como a vitamina E (oleoginosas, azeite, abacate), C (citrinos, salsa, brócolos, morangos), zinco (peixes, carne, marisco, oleoginosas), selénio (castanha do Brasil, 2-3 por dia), vitamina A (fígado, vegetais e frutas de cor laranja e vermelha).


Procure um nutricionista para ter uma fertilidade saudável.

Faça a sua parte!



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