Ganho de peso durante a quarentena (COVID-19)

Ganho de peso durante a quarentena (COVID-19)

Olá a todos!

Quando a quarentena começou, não tardaram a surgir imagens a satirizar o ganho de peso que teríamos ao longo da quarentena, num registo de “antes e depois”.


Estas imagens cumpriram o seu propósito: desanuviaram, fizeram-nos rir, interagir com amigos!


No entanto, têm também um lado menos bom: dão-nos a sensação de validação e normalização de um comportamento alimentar desajustado, em resposta ao stress e à privação que estamos todos a viver.


É compreensível, além de fisiologica e bioquimicamente explicável, que tenhamos mais vontade de comer de forma geral, ou doces, bolos, bolachas em particular. É compreensível, mas TEM de ser contrariado.


Caso contrário, podemos ter 2 cenários, nenhum deles favorável:

No primeiro cenário é que se não formos infetados pelo corona-vírus, pioramos na mesma a nossa saúde e estado metabólico com o ganho de peso (maior risco de diabetes, hipertensão, dislipidemia, menor imunidade, mais dores articulares, pior mobilidade, agravamento de outros sintomas, etc).

No segundo cenário, se formos infetados pelo vírus, teremos um pior quadro: o maior peso depositado na caixa torácica está associado a menor capacidade respiratória, sabia? Além disso, a menor imunidade, possível diabetes e hipertensão associadas ao excesso de peso, são também considerados fatores de risco na recuperação da Covid-19.


O que podemos então fazer? PODEMOS PARAR DE COMER AS NOSSAS EMOÇÕES!


Os tempos que vivemos não são fáceis e apesar de bem intencionado, é contraproducente acharmos que isto é uma oportunidade que o Universo nos deu para nos reinventarmos, fazermos mil hobbies, receitas glúten-free e a meditação perfeita. Para muita gente isso só vai aumentar a pressão! “Como assim eu não estou a aproveitar a quarentena longe de todos os que amo e com medo de adoecer para fazer a posição invertida do yoga?” 😶.

Calma! As circunstâncias não são fáceis e ganhamos mais em permitir sentir as coisas como elas são: difíceis, solitárias, com medo, tristeza. Só vivendo as emoções, não as iremos “comer”.

Depois arrebitamos e vamos fazer tudo o que nos apetecer e ser felizes, neste contexto, porque isso também é possível!

Temos de fugir do vírus, não das emoções!



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