Os azeites são todos iguais?

Os azeites são todos iguais?

Fazendo parte da nossa alimentação desde (quase) sempre, o azeite é uma gordura saudável, rica em vitamina E e em antioxidantes. Diversos efeitos benéficos têm vindo a ser atribuídos ao azeite, tais como o aumento da absorção de nutrientes, benefícios a nível da saúde cardiovascular, redução da pressão arterial, prevenção de Alzheimer e AVC’s, redução do risco de cancro, redução de inflamação, melhor controlo da diabetes e melhor saúde óssea.

Este artigo pretende ajudar-vos a conhecer um pouco mais sobre o azeite, a sua história, os diferentes tipos e também como podemos adequar o nosso gosto pessoal à escolha de um azeite.

Vamos a isso?

Um pouco de história…

Em 900 a.C. o azeite chega à Europa Mediterrânica e à Península Ibérica, trazido pelos Fenícios e pelos gregos.

Muitos anos depois, em 418 d.C., existe o primeiro registo de uma oliveira naquilo que é hoje o território português.

Sabe-se ainda que o azeite foi um dos primeiros produtos exportados pelos portugueses, o que se mantém até hoje.

Mas já que falamos de azeite, quantos tipos existem e o que os difere?

  • Azeite virgem extra: é um azeite de qualidade superior, com uma acidez entre 0 e 0,8%. Sem defeitos organoleticamente perceptíveis, é idealmente é usado para consumo direto e para temperar a cru;
  • Azeite virgem: azeite também de qualidade superior, com pequenos defeitos perceptíveis, e com um teor de acidez inferior a 2%. É também apto para um consumo direto, sendo ainda apropriado para utilizar em assados, sopas e refogados;
  • Azeite composto (azeite refinado + virgem ou virgem extra): tem uma acidez inferior a 2%, sendo ideal para fritar por ser mais resistente a altas temperaturas;

Ainda temos outras designações, à parte dos diferentes tipos descritos acima:

  • DOP (denominação de origem protegida): garante que os azeites são produzidos numa área geográfica delimitada, em condições de solo e clima próprios e a partir de variedades específicas de azeitona definidas para essa mesma zona. Temos em Portugal 6 regiões com certificação DOP: Azeite de Trás-os-Montes, Azeite da Beira Interior, Azeite do Ribatejo, Azeite do Norte Alentejo, Azeite do Alentejo Interior e Azeite de Moura;
  • Azeite biológico: é produzido a partir de oliveiras cultivadas em modo de produção biológica, obedecendo a regras muito restritas no que diz respeito à utilização de fertilizantes e produtos fitossanitários, sendo praticamente proibido o uso de produtos químicos de síntese.

Como escolher um azeite segundo o seu gosto pessoal?

Consoante as diferentes regiões do país temos diferentes variedades azeite, com sabores característicos. Vamos ver:

  • Azeite de Trás-os-Montes: azeites com cheiro amendoado, sabor mais amargo e picante;
  • Azeite do Norte Alentejano: azeites de muito baixa acidez, ligeiramente espessos, frutados, com cor amarela ou esverdeada, possuem aroma e sabor suaves;
  • Azeite do Interior Alentejano: azeites com cor dourada ou esverdeada, aroma frutado e sabor doce;
  • Azeite do Ribatejo: azeites ligeiramente espessos, frutados, com cor amarela e sabor marcadamente doce e suave;
  • Azeite de Moura: azeites de baixa acidez, cor amarelo-esverdeada, aroma frutado e sabor frutado, amargo e picante.

Por fim, será que o azeite “é como o vinho do Porto”? Não! O azeite não melhora com o tempo, pois a exposição à luz, ao ar e a temperaturas mais altas aumenta a sua oxidação e pode torná-lo rançoso.

Dessa forma, o azeite deve ser guardado em garrafas de vidro escuro e mantido num lugar fechado.

Espero que o artigo tenha sido útil! 😉

Obs: Algumas informações foram retiradas do “Guia do Azeite” do Continente.



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