Tem colesterol alto? Descubra o que a Nutrição pode fazer por si.

Tem colesterol alto? Descubra o que a Nutrição pode fazer por si.

A hipercolesterolemia (níveis sanguíneos de colesterol total e/ou LDL aumentados) é uma doença bastante comum na nossa população.

A palavra doença não está aqui por acaso! Quantas vezes em consulta questiono se o paciente tem alguma patologia e a resposta é “não, só aquelas coisas da idade”, como o colesterol, tensão alta… A verdade é que muita gente banaliza os níveis de colesterol elevados ou considera algo natural da idade, mas sabe-se que níveis elevados de colesterol total e acima de tudo de LDL ou certos rácios entre as diferentes frações do colesterol, estão associados a um maior risco de doença cardiovascular.

Se pensarmos que as doenças cardiovasculares continuam a ser a principal causa de morte em Portugal, matando cerca de 31.000 portugueses/ano, talvez não devamos não olhar para esta patologia com descaso.

Além disso, sabemos que tratar esta patologia pode diminuir em 30% o risco de doença cardiovascular ao longo de 5 anos. Não sei quanto a vocês, mas a mim parece bastante simpático 😉

Vamos entender um pouco mais das causas da hipercolesterolemia: a maioria dos casos resulta de um estilo de vida desaqueado, com sedentarismo e com uma má alimentação. No entanto, alguns casos são oriundos de uma componente genética, sendo que nestes casos, embora se beneficie SEMPRE de uma melhoria do estilo de vida, estas alterações podem não ser suficientes, pelo que o recurso à medicação é aconselhado.

“Mas a medicação para o colesterol aumenta o risco de diabetes e traz tantos outros problemas! Não vou tomar!”.

Em primeiro lugar, assim como não devemos fazer auto-prescrição de medicamentos, também não devemos decidir autonomamente se os vamos parar de tomar ou não. Não é o Dr. Google, o nutricionista, o naturopata, o terapeuta holístico, health coach, o que for, que vai decidir isso. Ou, pelo menos eticamente, não o deverá fazer. Se não se sente seguro quanto à toma do medicamento, coloque a questão ao seu médico, peça uma explicação acerca da real necessidade e de eventuais efeitos secundários, e tomem a decisão conjuntamente. Em segundo lugar, a toma de estatinas tem de facto alguns efeitos secundários, muitos deles causados a médio prazo pela depleção de certos nutrientes, e prejuízo das suas funções metabólicas. Solução? Conhecer esses efeitos, conhecer quais os nutrientes em causa e corrigir a sua alimentação em função disso, neste caso, através de uma dieta prescrita por um nutricionista.

Seguindo com a Nutrição, vamos ver quais são algumas das recomendações nutricionais em caso de hipercolesterolemia:

  1. Restringir TODOS os alimentos processados (os pronto-a-comer, os que vêm em caixinhas, os que têm marketing…) como as bolachas, as batatas de pacote, as comidas pré-cozinhadas, os refrigerantes, os cereais de pequeno-almoço, etc;
  2. Restringir a utilização de óleo de girassol, de colza, de soja, margarina e gorduras trans. Se é dos que diz que não come fritos, mas não resiste a um bolo, está a ingerir estes óleos na mesma;
  3. Reduzir acentuadamente o consumo de farináceos, féculas, polvilho, amido de milho, farinha de milho, farinha de arroz, farinha de trigo;
  4. Restringir o consumo de doces, refrigerantes e sumos;
  5. Restringir o consumo de charcutaria e queijos gordos;
  6. Consumir frutas e legumes roxos, pela associação entre os seus compostos bioactivos e a redução do risco cardiovascular e inflamação;
  7. Consumir vinagre de maçã;
  8. Consumir aveia (não cozinhada!);
  9. Consumir: chá verde, abacate, azeite, sardinha, oleoginosas, frutas, temperos anti-inflamatórios, verduras pelo menos 3 x dia;
  10. Incluir o ovo, restringindo outras fontes de colesterol sem interesse nutricional (manteiga, carnes em excesso, queijos gordos, enchidos…);
  11. Incluir a suplementação (se) necessária, prescrita individualmente pelo seu nutricionista.

Além disso, fazer exercício e solicitar análises com regularidade, que avaliem a função lipídica e cardiovascular de forma completa (e isso não é avaliar só colesterol total!).

Espero que este artigo tenha sido útil e que o partilhem com aqueles que dele beneficiem!

Até breve!



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