Dieta sustentável – sabe o que é?

Dieta sustentável – sabe o que é?

Nunca se falou tanto em sustentabilidade, e ainda bem que assim é. No entanto, como em qualquer tema que seja muito discutido, temos tanto de informação quanto de desinformação.

O que vos trago hoje, além de conceitos, é o desafio para olharmos para a nossa alimentação e reflectirmos sobre se a mesma está ou não de acordo com os princípios de sustentabilidade que vamos defendendo.

Mas afinal, o que é sustentabilidade?

A FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations) refere que a sustentabilidade consiste em práticas que permitem garantir os direitos do Homem, satisfazendo as necessidades presentes e futuras, sem causar danos irreversíveis no ecossistema e sem comprometer o futuro das gerações vindouras.
O conceito de sustentabilidade é um conceito multi-dimensional que engloba a integridade ambiental, o bem estar social, a resiliência económica e a boa governação.

Desta forma, uma dieta sustentável, o conceito que nos trouxe até aqui hoje, define-se como uma dieta que tem baixo impacto ambiental e contribui para a segurança alimentar e nutricional da população, assim como para o seu estado de saúde, tanto no presente como no futuro.

As dietas sustentáveis protegem e respeitam a biodiversidade e o ecossistema, além de que permitem otimizar os recursos naturais e humanos.


Para além disso, uma dieta sustentável é culturalmente aceite, nutricionalmente adequada, acessível pela população, segura e economicamente justa.

Se olharmos para este último parágrafo, vemos que existe neste conceito de sustentabilidade um conceito não menos importante, chamado liberdade e identidade, neste caso a nível alimentar e cultural. Isto significa que vamos ignorar o que podemos estar a fazer de errado só porque somos livres e nos identificamos com algo contrário? Não, mas significa que, como a liberdade preza, deve haver diálogo, discussão, troca de pontos de vista, educação, e não imposição.

O facto de ter de ser acessível à população e economicamente justa não é menos importante. É fácil ostentarmos que compramos tudo bio, eco, apontar e questionar quem não o faz, mas infelizmente grande parte da população mundial vive com escassez de recursos, e não com abundância, ou sequer com hipótese de escolha. Devemos então fazer o que está ao nosso alcance, respeitando o alcance do outro.

E como a antítese de qualquer sustentabilidade, é a moda, é essa mesma moda que podemos tentar contrariar. Temos sal português, não precisamos de importar dos Himalaias. A produção e comercialização de abacate não é assim tão bonita de se ver. A quinoa não mora aqui ao lado, porque não optar por um cereal que more? Qual é a sustentabilidade em consumirmos alimentos que têm de viajar da outra ponta do mundo para a nossa?

Vamos refletir e aguçar o nosso espírito crítico? Vamos a isso! 😉



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