Na semana mundial da amamentação, vamos ajudar quem não pode/consegue amamentar: quais as alternativas ao leite materno?

Na semana mundial da amamentação, vamos ajudar quem não pode/consegue amamentar: quais as alternativas ao leite materno?

Os benefícios do leite materno para a mãe e para o bebé já são conhecidos (http://nutricionistajoanapereira.pt/2019/08/07/conhece-o-leite-materno-e-quais-os-beneficios-da-amamentacao-para-a-mae-e-para-o-bebe/ ), mas seja por escolha ou por impossibilidade, muitas mães não amamentam os seus filhos. Nestes casos, a prioridade deve ser fornecer alimento ao bebé para que este possa crescer saudável, e os leites substitutos que encontramos atualmente, apesar de não serem iguais ao leite materno, tendem a aproximar-se o mais possível deste, que serve como “padrão de referência” para a elaboração das fórmulas infantis.

Hoje em dia, a maioria das fórmulas infantis já inclui compostos que se assemelham aos do leite materno, como os ácidos gordos polinsaturados de cadeia longa, importantes para o neurodesenvolvimento, os nucleótidos, essenciais na resposta imunitária, e também pré e probióticos, importantes na constituição da flora intestinal e das defesas do recém-nascido.

As diferentes fórmulas disponíveis no mercado podem ser classificadas em três classes principais, de acordo com a fase de crescimento do bebé:

  • Leite adaptado é indicado para a fase de iniciação, do nascimento até aos quatro a seis meses, ou seja, antes de ser iniciada a alimentação complementar. A preparação deste leite deve ser feita na hora do consumo, para cada dose individual. Na necessidade de conservação, a preparação deve ser diária e conservado abaixo dos 4ºC;
  • Leite de transição, por sua vez, é indicado a partir dos quatro a seis meses até aos 12 meses, na fase de introdução da alimentação complementar;
  • Leite de continuação ou  de crescimento é, sobretudo, adequado a crianças entre um e os três anos, na fase de introdução da dieta familiar;

Dentro destes grupos temos as fórmulas especiais que são usadas em casos particulares, como é o caso dos casos de regurgitação e desnutrição, défice de lactase e galactosemia, casos de má absorção, intolerância ou alergia alimentar, alergia à proteína do leite de vaca, enterocolite, entre outras.

Assim sendo, e frisando que a amamentação deve ser sempre a primeira opção, tanto pela saúde da mãe quanto do bebé, se não for possível por motivos de saúde, em consequência de mastites (inflamação das glândulas mamárias), entre outros problemas, existe uma alternativa, que não sendo a ideal, deve ser vivida sem culpa, sem sensação de incompetência, ou o que seja.

Nenhuma mãe é menos mãe porque não pode amamentar.

Espero que tenha sido uma boa ajuda!



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