Conhece o leite materno e quais os benefícios da amamentação para a mãe e para o bebé?

Conhece o leite materno e quais os benefícios da amamentação para a mãe e para o bebé?

Certamente já ouviu falar sobre o leite materno e possivelmente este já fez parte, outrora, da sua alimentação.

Nesta Semana Mundial da Amamentação, vamos começar por conhecer um pouco mais sobre este alimento de ouro e quais os benefícios da amamentação para a mãe e para o bebé.

O leite materno é um fluido corporal complexo, que é composto por uma grande diversidade de moléculas, células e vesículas extracelulares. Contém proteínas (sobretudo proteínas do soro do leite, a chamada whey, mas também caseína), hidratos de carbono (lactose e oligossacarídeos), gorduras, minerais e vitaminas, tais como a vitamina A, B, C e D.

O seu conteúdo é influenciado pelo sexo do bebé, pela genética e estilo de vida materno, incluindo, claro, a sua dieta, o que faz com que a alimentação da mãe no período de aleitamento seja MUITO importante.

E será que todo o leite materno é igual?

Não! Nos primeiros dias é secretado o colostro, cuja função é sobretudo imunológica e trófica. Após o período de secreção de colostro e do leite de transição, chega o leite maduro, que tem um papel sobretudo nutricional.

Também durante cada mamada, o tipo de leite é diferente: o leite anterior é mais rico em água, e o posterior mais rico em gorduras e calorias, daí que se deva tentar que cada mamada tenha alguma duração.

Vale lembrar também que a OMS recomenda a amamentação exclusiva até aos 6 meses de idade do bebé. Para que isso seja possível, algumas medidas governamentais têm vindo a ser tomadas, embora ainda longe do ideal. Mas para lá caminhamos 😉

Agora que já conhecemos um pouco mais o leite materno, vamos então falar sobre as suas vantagens 🙂

As mais conhecidas vantagens para o bebé são:

  • Menor risco de infeções;
  • Menor risco de diarreia;
  • Menor risco de alergias;
  • Menor risco de diabetes e hipertensão na adolescência e idade adulta;
  • Menor risco de obesidade.

Para a mãe também não faltam vantagens:

  • Menor risco de diabetes;
  • Involução mais rápida do útero (retorno ao seu tamanho normal);
  • Perda de peso;
  • Menor custo financeiro;
  • Fortalece o vínculo afetivo entre mãe e filho.

Se por um lado a amamentação é de facto importante tanto para a saúde da mãe e do bebé, quanto para os vínculos afetivos entre ambos, em caso de não ser possível amamentar, também existe solução. Pode não ser a ideal, mas é a possível, e assim é a vida, nem sempre é o que imaginámos! O importante é que todas as mães que não conseguem amamentar saibam, no meio do turbilhão hormonal e de rotinas alteradas em que se encontram, que não são menos mães por isso, e muito menos não criarão uma excelente ligação afetiva com os seus filhos. Afinal de contas, há alguma coisa que o amor não resolva? Eu acho que não 🙂

Imagem retirada de: activa.pt



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